Origens

A raça Rhodesian Ridgeback se originou na região do Zimbabwe (antiga Rodésia), através do cruzamento de várias raças provenientes da Europa com os cães de um povo nômade conhecido como Khoikoi, os Hottentots. Este povo, que se originou na Etiópia séculos antes de serem encontrados pelos europeus no sul da África, possuía um tipo de cão bastante peculiar: semi-selvagem, tamanho regular, orelhas de porte alto e com uma interessante inversão de pêlo no dorso, conhecidos como "Ridge Dogs". Estes animais tinham temperamento ruim e características de guarda e caça.A primeira menção desses cães, pertencentes aos Hottentots data de 1719. Entretanto, existe a possibilidade de ancestrais dessa raça serem muito mais antigos. Existem murais egípcios, que datam de 4.000 AC, que retratam cães e parece que um deles tinha uma crista.

Os colonizadores europeus, durante a migração, trouxeram consigo seus cães de raças diversas, como Dinamarquês, Galgo, Pointer, Sabujo, Terrier, Mastim, Collie e Bulldog. A chegada desses animais à África propiciou, portanto, os cruzamentos necessários para se chegar ao que hoje conhecemos como o Rhodesian Ridgeback
A maior característica, que é considerada chancela da raça, a crista nas costas (ridgeback), veio dos cães africanos e as raças européias contribuíram para o tamanho e a estrutura (dinamarqueses e mastins), a agilidade (pointers, collies e galgos), o faro (sabujos e pointers), o poder de mordida
(bulldogs e irish terriers),a velocidade (galgos) e a cor (irish terriers). Existem referências de acasalamentos de raças européias com os Ridge Dogs nativos desde a década de 1850. Mas muito provavelmente este processo teve início bem antes.

A Função

É importante lembrar que o Rhodesian Ridgeback foi desenvolvido na África, em uma época onde leões, leopardos, hienas e outras feras existiam em grande número, o que representava um perigo iminente para os moradores das fazendas e os animais que lá criavam. Era preciso ter um animal que protegesse de forma eficaz as propriedades, além de acompanhar os caçadores em uma região tomada pela vegetação nativa e que, àquela época, não possuía estradas. Esse era o propósito original da raça. Ao longo do tempo demonstrou ser um animal raro: é capaz de farejar, rastear e acuar um intruso mesmo sob circunstâncias bastante adversas. É bastante ágil, ativo, forte, veloz, resistente e capaz de cobrir longas distâncias.
A raça não foi desenvolvida para matar os animais que caça, mas sim, acuar, intimidar e dominar as presas, sem tocá-las ou agredi-las fisicamente. Característica muito útil para caça de animais vivos e até mesmo para a sobrevivência do Rhodesian, uma vez que, aproximar-se demasiado de uma fera - como um leão, por exemplo - seria fatal.
Segundo o depoimento do Sr. Flavo Ribas, treinador e criador de cães há muitos anos, o Barão Sutton, titular do conceituado canil Chingola, utilizava Rhodesian Ridgeback em safáris no Zimbabwe.
Os cães faziam com que o leão corresse até a exaustão, de forma a acuá-lo. E com a fera exaurida, era fácil para os caçadores capturarem com auxílio de redes. O processo de caça era bastante demorado, podendo durar 2, 3 dias e a informação que obtivemos é que os cães mostravam-se muito resistentes, correndo durante todo o tempo, sem parar sequer para beber água.

O Rhodesian Ridgeback pode desempenhar vários tipos de funções:
caça de predadores (leões, leopardos, hienas, chacais, lobos, etc.),
caça de girafas, elefantes, búfalos, antílopes, coelhos.
caça de aves (pena e banhado), com a particularidade de atrair animais para armadilhas.
cão farejador e policial.
cão guia de cego.
cão de pastoreio.
cão de tração, a exemplo dos cães nórdicos que puxam trenós.
cão de competições. Ele se destaca nas provas de obediência, "schutzhund", obediência, agility e conformação.

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